Moradores reclamam do abandono da Lagoa da Trizidela
Rua Imperatriz Leopoldina. Quem passa por aqui é comum ver placa de venda nas casas. Mas o difícil é encontrar quem queira comprar os imóveis. E basta dá uma olhada na rua para entender porque os moradores não acham pessoas interessadas em fechar negócio.
Onde não tem lama é o mato quem toma de conta e tem sido assim a vida das famílias que moram nesta região, a maioria há mais de vinte anos. Mas isso é nada diante de uma situação que aflige estes moradores. Enquanto na frente de casa é o caos com a falta de infraestrutura, no quintal, ou pelo menos onde deveria existir a área de trás das casas é o perigo provocado por esta imensa lagoa, que abrange boa parte do Bairro Trizidela.
A lagoa serve de depósito de lixo e também de criadouro para uma variedade de animais aquáticos, a maioria representa perigo para os moradores. Cobras, sapos e até jacarés são vistos com freqüência dentro da lagoa. Sebastião já capturou um jacaré e quando fazíamos a reportagem, tinha acabado de preparar uma armadilha para fisgar outro animal. Assim como ele, muita gente ousa se aventurar na lagoa, mesmo sabendo dos riscos. E o que não falta, são reclamações de quem mora no entorno e se sente prejudicado.
Sebastião já teve inúmeros problemas. E de novo surge a velha preocupação, como se já não bastasse conviver na iminência de contrair doenças por causa do contato com a água contaminada, teme que a lagoa acumule mais água da chuva e transborde, inundando a casa dele.
Sobre a pavimentação da rua Imperatriz Leopoldina, conversamos com o secretário de infraestrutura do município, que afirmou resolver o problema em breve.
Existia um projeto de emenda parlamentar do ex-deputado federal, Antonio Joaquim, destinando mais de 2 milhões de reais para a revitalização da Lagoa, mas o dinheiro voltou porque a obra não foi executada.
A secretaria de infraestrutura diz que a Lagoa é um caso ambiental e que não será resolvido tão cedo. Mas a prefeitura elaborou um projeto de revitalização e o encaminhou para Brasília, e está aguardando aprovação federal. Enquanto isso, os moradores continuam com o medo e sem saber o que fazer.
Reportagem: Francisco Oliveira









